Sinuca muda para virar olímpica e consagra brasileiro como campeão mundial
O título veio na modalidade que é a mais popular na Europa e na Ásia, o snooker. Disputada numa mesa maior do que as brasileiras (o próprio Igor só jogou numa delas pela primeira vez em 2011). tem 15 bolas vermelhas que precisam ser encaçapadas intercalando com uma colorida, que sempre volta para a mesa até que as 15 vermelhas sejam derrubadas. É o snooker que tem o circuito profissional que mais bem remunera, a ponto de o líder do ranking mundial ter somado mais de R$ 2 milhões em premiação no último ano.
O Mundial vencido por Igor no fim de semana, em Malta, foi o primeiro organizado pela nova WSF (World Snooker Federation), mais bem estruturada entre as federações de esportes de bilhar – há uma entidade guarda-chuva, a WCBS, (World Snooker Federation), mais bem estruturada entre as federações de esportes de bilhar – há uma entidade guarda-chuva, a WCBS, congrega as federações das três modalidades de bilhar e é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), mas quase nada ativa.
O Mundial da WSF não recebeu nenhum dos quase 100 jogadores que têm o chamado card para disputar esse circuito mundial. Na modalidade, ele é tratado como uma espécie de Mundial Amador, ainda que tenha distribuído 10 mil euros em em prêmios. É que todos os eventos que não são do Circuito Mundial (World Tour) são tratados como amadores.
O que não significa que tenha sido uma competição fácil. Na final, ele venceu o galês Darren Morgan, que já foi oitavo colocado do ranking mundial.
Hoje, nenhum dos dois aparece no ranking. Mais do que o dinheiro, Igor ganhou um card para jogar o circuito mundial pelas próximas duas temporadas, além de um convite para disputar o Campeonato Mundial Profissional, que será jogado em abril em Sheffield, na Inglaterra, espécie de casa da modalidade. O torneio terá premiação recorde, de mais de R$ 2 milhões ao campeão